Como montar um sistema de fila com QR code sem aplicativo
Uma fila virtual troca a fila física por uma senha no celular do visitante. Em vez de ficar em pé um atrás do outro, as pessoas escaneiam um QR code, garantem seu lugar e esperam onde quiserem. Quando chega a vez, a página no celular avisa. Como a fila abre no navegador do celular, não há nada para instalar nem conta para criar.
Este guia mostra como montar uma do zero e quais decisões vale a pena tomar antes do primeiro dia de movimento.
O que você precisa
- Um celular ou tablet com navegador para o atendente
- Uma conta no QR Wait; os primeiros 1000 tickets são grátis
- Opcionalmente, um QR code impresso para a porta ou a parede
Não é preciso dispensador de senhas, painel nem pager.
1. Escolha o tipo de fila de acordo com o que você oferece
O tipo certo depende do que os visitantes estão esperando:
- Lugares serve para um conjunto de vagas equivalentes, como espreguiçadeiras, assentos de ônibus ou vagas em um passeio de barco. Você informa quantos lugares vagaram e os próximos grupos são chamados.
- Mesas é para restaurantes. Você informa o tamanho da mesa que vagou e o primeiro grupo em espera que couber é chamado.
- Guichês é para uma única fila atendida por vários balcões. Cada atendente toca em "Chamar próximo" e o visitante descobre a qual guichê ir no momento em que é chamado.
Lugares e mesas também podem ser divididos em áreas, como interna e externa. Os visitantes escolhem todas as áreas que aceitariam, e a fila de cada área anda de forma independente.
2. Defina onde fica o QR code
Há duas opções. A tela do atendente pode mostrar um código rotativo que muda a cada 15 a 75 segundos, e cada código vale de 1 a 5 minutos. Um print compartilhado no grupo expira rápido, então é preciso estar no local para entrar na fila. Você também pode imprimir um código fixo para a porta ou a parede, o que é prático quando não há ninguém na entrada.
3. Mantenha a fila local
Uma fila virtual só é justa se ninguém puder entrar de casa. Ative a verificação de localização para que o celular precise estar perto da fila. O ponto de referência pode ser um lugar fixo no mapa ou a localização ao vivo do atendente, ideal para equipes que circulam por uma praia ou um local de evento.
4. Defina as regras antes do movimento
Algumas configurações evitam discussões depois:
- Limite de tamanho do grupo. Um celular, um lugar, com um limite de quantas pessoas ele cobre.
- Prazo para chegar. Dê aos grupos chamados de 3 a 30 minutos. Se não aparecerem, são removidos automaticamente e o lugar vai para o próximo grupo.
- Horários e limites. Restrinja as entradas ao horário de funcionamento, limite o número de grupos em espera ou pause as entradas com um toque quando lotar.
- Reinício diário. A fila se esvazia sozinha no horário de fechamento, então o dia seguinte começa do zero.
5. Pense em quem não tem smartphone
Nem todo mundo vai escanear um código. O atendente pode adicionar um visitante com um toque e informar o número. Ele mantém o lugar na mesma fila que todo mundo.
6. Explique aos visitantes o que esperar
Um aviso curto ao lado do código resolve quase tudo: "Escaneie para entrar na fila. Sem aplicativo. Seu celular avisa quando chegar a sua vez." Na fila, os visitantes veem sua posição e uma espera estimada com base na velocidade com que a fila vem andando, e recebem um aviso quando faltam dois grupos.
7. Analise os números depois da primeira semana
As estatísticas diárias mostram quantos grupos entraram e foram atendidos, as ausências, a espera média e as entradas por hora. São só contagens, sem nenhum dado pessoal, e podem ser exportadas em CSV. Os horários de pico mostram quando reforçar a equipe; muitas ausências indicam que é hora de encurtar a fila ou o prazo para chegar.
Próximos passos
Cada tipo de negócio tem seus detalhes. Veja como funciona em uma lista de espera de restaurante, em espreguiçadeiras de praia e piscina, na entrada de eventos e em balcões de atendimento, ou confira os preços: sem assinatura, e os pacotes de tickets não expiram.